A COPA DO MUNDO É NOSSA: COM O CORINTHIANS NÃO HÁ QUEM POSSA!!

Próxima parada:

ESTAÇÃO ITAQUERA!

Desembarque pelo lado direito do trem.

A COPA DO MUNDO É NOSSA:

A COPA DO MUNDO É NOSSA

COM ITAQUERA NÃO HÁ QUEM POSSA

A BICHARADA PERDEU DE NOVO

É O CORINTHIANS, TIME DO POVO!!

 

VAI CORINTHIANS!!

Escrito por: Charlinho!!

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A IMPUNIDADE NA TERRA DE NINGUÉM: “RIOBALAS”

É inacreditável como a impunidade no Rio de Janeiro impera em todos os segmentos e isso é desde a segurança do cidadão de bem, quanto à organização de eventos esportivos. E de organização a cariocada não entende nada.

A agressão ao comboio de CORINTHIANOS a caminho da pocilga que eles chamam de estádio foi o limite para a revolta. E a atitude da policia em relação a tudo isso é o que mais impressiona.

Sei que já se passou duas semanas, mas vale à pena reproduzir a voz de quem foi ate esse lixo de estado:

Maiores informações no http://republicadocorinthians.wordpress.com/

Todas as conversas em TO sobre as idas a São Januário são cercadas de histórias de violência, emboscadas e brigas. Nas idas ao estadio do Vasco, geralmente, as TOs vetam a ida de mulheres e menores “por questões de seguranca”. Para o jogo de domingo passado, 02/10 a viagem da Gavioes da Fiel, Camisa12, Estopim da Fiel, Coringao Chopp e Pavilhao 9 não foi nada diferente.
Estávamos na caravana que partiu da Sede dos Gaviões da Fiel, no Bom Retiro, às 7hs da manha do domingo, dia 2. Foi uma viagem tranquila, sem surpresas, até chegarmos ao trecho próximo ao incio da descida da Serra das Araras, ja no final da viagem, onde o Grupo Especializado em Policiamento dos Estadios – GEPE – nos aguardava para os procedimentos normais como revista aos onibus e torcedores (que nao foi feito), juntar todos os ônibus do comboio e fazer a escolta ate o estadio.
Foi ali, no encontro com a Policia Militar do Rio de Janeiro, que comecaram os nossos problemas. Ao contrario do pensamento de muitas pessoas nosso maior problema é sempre com a PM, muito mais do que com as torcidas do time mandante.
O relógio marcava 11:00hs quando avistamos os policiais na estrada sinalizando para que parássemos e, assim, todos os onibus do nosso comboio foram colocados num espaco ao lado de um posto de gasolina às margens da Via Dutra.
Eram cerca de 45 ônibus. Estava muito calor, e a primeira exigencia da PM era a que não dessembarcássemos dos onibus, parados, sem agua para beber e sem ventilacao.
Cerca de 20 minutos após a nossa parada, um policial identificado como “Felix” subiu no nosso ônibus e deu o aviso, com a fala mansa e voz baixa: “Boa tarde, muitos aqui ja me conhecem, hoje meu dia não está muito bom mas vamos fazer a escolta de vocês ate o estádio, e aviso que deixem as garrafas de vidro aqui no posto, usem garrafas PET e que se estiverem com armas, pedras, paus, morteiros e rojoes entreguem imediatamente . Então voces me ajudam que eu ajudo voces“.
Nao sei bem o que ele quis dizer com o pronunciamento dele mas fiquei surpreso com a reacao de muitos no onibus dizendo que esse era um policial que sempre participa da escolta de torcidas que vão ao Rio e que ele é muito folgado, intimidador e violento.
Com o tempo, pelas atitudes desse policial eu pude comprovar o que meus amigos disseram. Voce já viu um policial sentado no portamalas com a tampa aberta portando um fuzil? Fiquei realmente impressionado.
A descida da serra foi tranquila a qdo chegamos no trecho plano a velocidade baixa foi mantida, nao passavamos de 60km/h e o tempo passava ao passo que a hora do jogo chegava. A nossa esperanca de ver o jogo desde o inicio ia embora.
Eram cerca de 13:00hs – nosso ônibus era o terceiro da fila – quando o comboio chegou a regiao de Belford Roxo. Lá vimos umas 6 pessoas com objetos nas maos. Na mesma hora o pessoal já gritava para todo mundo se abaixar porque ia vir “pedra e pau” – e o medo que viessem tiros era muito grande. Dito e feito, “choveu” pedras no nosso onibus, que junto com os outros pararam no meio da estrada. Lembrando sempre q já estavamos sob escolta da PMERJ.
Depois de uns 15 segundos abaixados e quando levantamos, ninguem ferido, olhamos pela janela e os agressores ja tinham sumido. Ouvimos estampidos e os PM’s chegaram correndo, com armas em punho e gritando que nao era “pra ninguem descer e pra fechar a porra da janela”. Quem ficou com a janela aberta teve que respirar spray de pimenta que se espalhava pelo onibus inteiro. Por que? Éramos o alvo, estávamos sob escolta, por que jogar spray de pimenta na gente? Foi o momento mais tenso da viagem.
Quando retomamos a viagem, a PMERJ nos levou ate um trecho da Linha Vermelha onde a caravana foi novamente obrigada a parar. Sem explicação, sem motivo e, novamente, obrigados a permanecer com as janelas fechadas sob o risco de ter o pouco de ar que havia dentro do onibus ser “temperado” com spray de pimenta.
Depois de um bom tempo parados ali voltamos a andar. Estavamos a cerca de 10km do estadio e eram mais um menos 14:30hs.
Quando saímos dali, imaginamos que, sim, finalmente estavámos indo para o Estadio de Sao Januario. Finalmente veríamos um jogo do Corinthians fora de Sao Paulo desde o inicio.
Doce sonho.
Fomos levados ate a rua onde fica o 4o BP da PMERJ. Para que? Ninguem sabia, os policiais nao falavam, somente gritavam para nao descer do ônibus. Do nosso onibus, avistamos um outro todo depredado. Janelas quebradas, parabrisas estilhacados e buracos de tiros na lataria. Informações davam conta que era um onibus da Pavilhao 9 que se atrasou porque quebrou e ficou para trás e, como perdeu do comboio, acabou caindo numa emboscada armados pela torcida Forca Jovem do Vasco, que estava em três onibus urbanos indo pra Sao Januario. Terrível imaginar o que os amigos que estavam naquele onibus passaram ali dentro momentos antes.
Ficamos na rua do 4o BPM cerca de 1 hora e meia, sem poder descer do onibus novamente. Faltavam cerca de 15 minutos para o inicio do jogo quando chegou a noticia que a policia decidiu, entao, fazer a revista individual.
Ali ia embora nossa esperanca de ver o jogo desde o inicio.
Lembramos que fizemos toda a nossa parte como visitantes, chegamos no horario combinado, todos os onibus de todas as torcidas reunidos, sem nenhuma parada antes pra evitar problemas e dispersoes. E cade a reciprocidade do policial Felix? “Voces me ajudam que eu ajudo vcs”….mentiroso!
Com os torcedores de cada ônibus por vez descendo aos berros de “virados pra parede” como se fossemos animais, fomos revistados e tivemos bolsos e mochilas verificados. Tudo ok? Não. Eis que surge a brilhante ideia de que fossem colocados torcedores de 3 ônibus em apenas 1 (!!!), para reduzir a quantidade de ônibus. “Ou quanto couber!!” berrava um policial. E, assim, fomos “entulhados” em um ônibus onde tivemos que esperar quase 40 minutos para que fôssemos (talvez) para o estadio.
Logo após o embarque no ônibus, o jogo começava em Sao Januario: eram 16:00hs. Quatro da tarde e a Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro, atraves do seu dito Grupo Especial de Policiamento em Estadios simplesmente nao teve competência para direcionar pouco mais de 2000 pessoas para um jogo de futebol. Lamentável. Vale sempre lembrar que daqui a 3 anos, a cidade do Rio de Janeiro será o palco principal da Copa do Mundo de Futebol.
Eram mais de 20 minutos do primeiro tempo e pela primeira vez na minha vida em mais de 15 anos atrás do Corinthians Brasil afora eu comemorei um gol dentro de um ônibus. Sensacional, nao? E, quando, entao, finalmente, os onibus rumaram para Sao Januario, mais uma pataquada da PMERJ: demos uma volta no quarteirao e paramos, de novo, no mesmo lugar. Inacreditavel!
Felizmente, foram somente alguns minutos e voltamos a andar.
Chegamos na entrada 11 do estadio Sao Januário todos com ingressos nas maos, era so encaminhar pra entrada. Pois não é que a PMERJ fez com que formássemos fila indiana? Amigos, rodamos cerca de 500 km, pouca água, nenhum alimento, querendo apenas ver o jogo que já estava quase na metade, como teríamos cabeça para nos organizarmos em fila? Mas a PMERJ assim fez, na base da cacetada e gás de pimenta, mas fez a fila.
Vi muito amigo apanhando da PMERJ de graça – talvez porque um quisesse esperar a fila acalmar pra entrar, levou cacetada e xingamentos gratuitos de um homem completamente despreparado psicologicamente para executar o seu trabalho. O retrato fiel da GEPE da PMERJ: um total despreparo, abusando do poder de ter uma arma e um cacetete, sem contar o bairrismo descabido levado em conta na hora de tratar o torcedor vistante. Uma lástima.
Entrei no estádio e minha primeira visão foi a do campo de jogo vazio: intervalo de partida. Mas eu estava feliz, estava vivo e consegui e comer algo pela primeira vez no dia: um picole que custou R$5,00 (!). No setor da torcida visitante tem um cercadinho, feito com restos de alambrado, que o CR Vasco da Gama chama de bar. Ali eram vendidos alguns hot-dogs, nao sei em quais condicoes e preços, assim como algumas bebidas sem alcool.
Os torcedores pareciam seres famintos desesperados para receber uma ajuda, mas eles estavam ali pagando, muito caro, para comer. O banheiro, alem de ser único, estava em pessimas condicoes.
Assistimos o segundo tempo, vimos amigos entrando no estadio faltando apenas 15 minutos para o final do jogo, comemoramos o empate do Timao. Ao fim da partida, ficamos retidos dentro do estadio por mais de 1 hora.
Quando conseguimos embarcar no ônibus, que estava com todas as janelas fechadas, todos começaram a tossir e espirrar: era mais uma cortesia da PMERJ, distribuindo gas de pimenta a vontade. Para que? Pior, nao podíamos abrir as janelas enquantos os veículos estivessem parados. Eu já nao aguentava mais tossir quando senti que começamos a andar e as janelas se abriram. Ufa!
No trajeto que só mesmo a PM do Rio poderia inventar para nos levar ate a Via Dutra (acompanhei pelo GPS e eles fizeram o caminho mais longo) algumas garrafas e pedras foram jogadqs no ônibus, muitos amigos já estavam dormindo. Ninguem se feriu. Sem uma única parada, chegamos na sede dos Gavioes da Fiel às 2:00hs da segunda feira.
Vivos.
(Thiago Dell’Orti é Corinthiano, sócio dos Gaviões da Fiel e estevava sendo humilhado como cidadão por pessoas que acham que estão acima do bem e do mal. Seu twitter é @thiagodellorti.)

Vamos falar o que de tudo isso?

A incompetência da policia militar em conseguir se organizar é ALARMANTE e outra coisa também tem que ser dita: a falta de querer fazer o correto,faz muita falta a policia do riobalas.

VAI CORINTHIANS!!

Escrito por: Charlinho!!